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Compartilho
com cada uma um pouco de minha trajetória vocacional, dom que renovou
e renova cada dia minha vida.
Em setembro de 1991, após dois meses da morte de meu irmão
mais velho, o primeiro dos três que já habitam na casa do
Pai, ouvi de maneira diferente o convite para participar do Encontro Vocacional
de minha Paróquia.
Após superar o empecilho da idade exigida, participei do meu primeiro
Encontro Vocacional que deu novo sentido à minha vida. A partir
daquele Encontro, no qual as Irmãs Escolápias falavam de
São José de Calasanz, nasceu em mim o desejo de conhecer
aquele estilo de vida e, assim o fiz.
Com a intervenção de minha irmã, hoje também
Irmã Escolápia, consegui permissão para participar
do Encontro Vocacional da Escola Pia Feminina, na Casa de Formação
das Irmãs, em Belo Horizonte/MG. Com o tema "O desafio do
mar", cresceu em mim a vontade de seguir desafiando minhas limitações
e lançar-me cada vez mais em águas mais profundas para descobrir
o que Deus de mim esperava.
Durante quatro anos fiz acompanhamento pessoal com as Irmãs Escolápias
e, depois deste tempo, ingressei na Congregação no ano de
1996 e, seguindo as etapas da formação inicial, cada uma
com seu ritmo e exigências, deixei-me consagrar por Deus professando
publicamente os votos para viver na Pobreza, Castidade e Obediência
e, o 4º Voto do Ensino, dedicando-me à educação
da infância e juventude. Eis aqui a marca de um SIM que, com a graça
de Deus, pronunciei para toda a minha vida.
Na dor o Senhor me visitou e me acolheu. Num momento de sofrimento Ele
chamou-me para mais perto Dele, para uma relação de intimidade,
de fidelidade, de doação e de entrega. Minha trajetória
foi e é permeada de amor; mesmo nos vendavais e tempestades que
o mar está sujeito a sofrer, Ele continua guiando-me e me acalmando
para seguir junto com Ele por caminhos seguros.
Ser Religiosa Escolápia é realidade que compõe minha
identidade de mulher consagrada a Deus a serviço da humanidade.
"O desafio do mar", tema daquele primeiro encontro como vocacionada
escolápia, continua latente dentro de mim e, cada vez mais impulsiona-me
à adentrar no amor de Deus para saciar-me e, pelo menos um pouco,
saciar a sede do homem sedento de amor.
Para mim e para cada uma, inclusive para você, jovem, que busca
o sentido para sua vida, graça e coragem para se lançar
nos braços de quem pode sustentar-nos, Deus Pai de imensa ternura,
que nos cuida como pupilas de seus olhos e nos chama para escrever com
Ele nossa história de amor e fidelidade.
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